O empresário refém em sua própria empresa
Categorias:

Hoje muitos empresários estão se transformando em verdadeiros “reféns” de colaboradores dentro da sua própria empresa. Um fato que vem se intensificando com a escassez de mão-de-obra qualificada fazendo com que quem emprega siga a linha de entendimento “ruim assim, pior sem ele.” É um fato lastimável que vem nivelando empresas por baixo, com a atuação de colaboradores líderes negativos que, ao invés de contribuírem para o desenvolvimento coletivo da empresa, acabam por uma cultura infelizmente existente, fazendo de tudo para desgastar o empreendedor e tornar as ações em prol da competitividade limitada. Uma lamentável realidade que o afetará diretamente também.  

Existem vários fatores que podem levar a tal condição que tendem a impactar negativamente no negócio:

Um deles passa pela vaidade do empresário que precisa reprogramar a mente. Ele não precisa, necessariamente, ser o melhor profissional em tudo (Fuja desta pretensão!). Ele precisa, sim, ser um articulador e fazer com que lideranças gerem o desempenho desejado e façam com que o time busque os resultados estratégicos definidos.  Poder não é ser o melhor de todos, mas ter a capacidade de definir rumos e mobilizar o time para aquele caminho.

Também existem as limitações na definição de organograma com centralização de ações num ou outro profissional, o que pode gerar represamento de atividades e, diante disso, ocorre um processo de lentidão em muitas ações transformadoras necessárias. É um indicativo claro de que o organograma deve ser revisto.

Há, ainda, a vaidade de colaboradores considerados “chave” que, em falta de sincronia com os dirigentes,  acabam fazendo verdadeiro jogo de poder e influência mobilizando a equipe para rumos indesejados. Em alguns casos estes “colaboradores”  lideram negativamente o time, infelizmente num propósito voltado ao “ego” e não ao bem comum, no caso a sobrevivência do negócio.

Diante dos fatos mencionados algumas empresas perdem o foco no seu maior papel social: “o lucro” e acabam sucumbindo a fofocas, inveja e ao surgimento  colaboradores com  liderança negativa extrema que se projetam desgastando o trabalho e os propósitos de  seus colegas e, principalmente, seus dirigentes. Colaboradores estes que, quando tudo ruir, estarão agindo como se não fossem responsáveis e ainda acusarão superiores como verdadeiramente culpados. E, de fato, não estão tão errados: afinal estes dirigentes que deveriam ser líderes, precisavam ter identificado mobilizações desvirtuadoras do foco da empresa e agir sobre quem estava puxando ela para o caos.

Há ainda casos de machismo extremo. Quando uma mulher ocupa uma função e é, infelizmente, sabotada por quem foi condicionado culturalmente a não aceitar tal condição, também gerando sabotagens junto ao grupo para que a gestão dela não se efetive. Isso entre outros motivos, entre eles: querer ser demitido, inveja, achar-se injustiçado, ambição extrema, promoção de pessoas erradas no entendimento do colaborador negativista, transferência de problemas pessoais para a atividade que passa a ser indevidamente culpada por tudo e muito mais.  

A pergunta é: um empresário tem como sair deste ciclo vicioso? Claro que sim. Com atitudes corajosas, mudança de cultura e novas formas de organização das atividades e condução do time, com compartilhamento de propósitos, monitoramento do que está ocorrendo de fato e criação de perspectivas para os envolvidos é possível partir para um ciclo virtuoso.

Bom que ele saiba que se não tomar atitudes já saberá o resultado que tende a chegar. Portanto, há tempo para evoluir e mudar o contexto.

Marcelo Dalle Teze é consultor empresarial especializado em estratégia, gestão produtiva, qualidade, processos e potencialização de talentos, trabalhando como Personal Support. www.emxbrasil.com.br

Compartilhe nas suas redes:
Por Marcelo Dalle Teze
Em 25-fev-2025
Sobre o autor: Administrador habilitado em Marketing e jornalista, especialista em Gestão de Pessoas e em Indústria 4.0, MBA em Gestão Industrial. Amplo conhecimento em Governança Corporativa, Gestão Financeira e experiência em comunicação. É auditor ISO9001:2015 com ampla experiência em consultoria empresarial em diversos segmentos. Autor do Livro – Horizonte Estratégico Interativo para a Prática – HEIP e com atuação em cases vencedores do Top de Marketing ADVB-PR e ganhador de prêmios nacionais de comunicação e gestão.
Veja mais
Conteúdos relacionados
A falta de foco estratégico
Dicas sobre os impactos da falta de foco estratégico na viabilidade da atividade. Marcelo Dalle Teze · A falta de foco estratégico
Marcelo Dalle Teze
Em 29-dez-2023
Ver mais
A descentralização compartilhada como fator de competitividade na Gestão
Os líderes estão verdadeiramente preparados para descentralizar seus objetivos de forma organizada e de maneira que se transformem em práticas tanto na iniciativa privada quando na área pública?  Geralmente não, pois há um “desvirtuar” do entendimento do que é uma boa gestão. Existe um prefeito no Brasil que ganhou notoriedade plantando jardins e “colocando a…
Marcelo Dalle Teze
Em 29-dez-2023
Ver mais
Prefeito chefe e prefeito líder, condutas que fazem a diferença
Por administrador Marcelo Silveira Dalle Teze “Nosso candidato está preparado para ser prefeito”. Você deve ter escutado repetitivamente esta frase, durante as campanhas eleitorais pelo país. Mas será que, na realidade, isso é verdadeiro? Começando pela capacidade do prefeito eleito se cercar de pessoas melhores do que ele, experientes em setores estratégicos de gestão. O…
Marcelo Dalle Teze
Em 15-out-2024
Ver mais
Tenha acesso a nossa expertise para impulsionar os resultados da sua empresa. Entre em contato com nossa equipe pelo WhatsApp, é simples e rápido.
Falar com consultor