Quando o ego fala mais alto, o caixa começa a falar mais baixo. Isso não envolve só sócios.
Envolve dirigentes, líderes e profissionais em todos os níveis. E aqui está o ponto crítico: o ego não fica no topo. Ele se espalha pela estrutura inteira.
Em qualquer empresa, o problema se repete. Enquanto está tudo bem, todo mundo colabora.
Na primeira cobrança mais direta, aparece o melindre. Fecha a cara. Leva para o pessoal. Cria ruído. Pronto. A eficiência começou a cair.
Agora pensa com lógica: se ninguém pode ser cobrado, como a empresa melhora? O erro raiz continua o mesmo. Confundir cobrança com ataque. Cobrança é ajuste de rota, focado nos processos e condução de determinação ação. É cuidado com o resultado.
Mas quem reage no emocional não entende isso. Seja sócio, gestor ou colaborador, quando entra no modo imaturo: se ofende fácil, distorce a mensagem, responde com resistência ou silêncio. E nesse momento, o problema deixa de ser técnico. Vira emocional. E a empresa não cresce no emocional. Cresce na clareza.
Organização que funciona tem gente madura em todos os níveis. Gente que escuta, analisa e ajusta rápido. Não interessa o cargo. Interessa a postura. Quem cresce no mercado já entendeu isso. Tem ego, sim. Mas tem controle. Tem adaptabilidade.
Agora vamos ao custo disso, sem romantizar. Toda vez que alguém: evita uma conversa difícil
e deixa erro passar acaba segundo o feedback. Protege o ego de alguém em vez do resultado. Desta forma a a empresa paga em retrabalho, em perda de produtividade, em clima pesado, em decisões travadas e em dinheiro que vai embora sem fazer barulho.
E depois vem a velha pergunta: “Por que não estamos crescendo?” Porque estão protegendo ego de alguém e não resultado da empresa. Lembre-se: o que se tolera, se estabelece. E o que se estabelece vira cultura. Se a cultura aceita melindre, ela institucionaliza baixa performance, a mediocridade.
Quer mudar o jogo? Clareza de contexto; treinamento de postura e cobrança firme e focada nas entregas e não nas pessoas.
E quando não muda, faça mudar ou muda. Duro? Sim. Necessário? Sempre.
Porque empresa saudável não é a que evita desconforto. É a que resolve rápido e segue em frente.
No fim, não tem mágica: menos vaidades feridas; mais responsabilidade e mais resultado
Porque, goste ou não, quem paga essa conta não é o emocional. É o caixa. Por Marcelo Silveira Dalle Teze – Consultor empresarial www.emxbrasil.com.br




